Meu final de semana ? Se resumiu em cansaço. Sim, ficar duas noites sem dormir direito, não foi fácil. De sexta pra sábado passar o dia com meus amigos na Comunidade Siloé, assistindo filme, comendo, conversando e rindo muito. Começou a vigília. Um tempo de oração e conversa com Deus que fazemos todos as sextas. Sentei sozinha em um canto e comecei a falar. Conversei muito com Deus, foi bom demais. E depois ainda fomos nos alimentar. Enfim, não dormi. Sábado fui pra casa de uma amiga já quase na hora do almoço, e consegui descansar um pouco. Tomei um banho e voltei para Siloé. Tivemos um culto muito especial. Ceia em grupos. Foi pra frente. Depois, nosso Pastor Felipe nos deu um ultimo desafio na semana da cruz. Sair na rua, em grupo, passar em frente a vários lugares movimentados, orar e cantar. Mais de 300 jovens foram. E foi mesmo, algo magnífico. Orar na frente de boates e bares. Rir, pular e dançar na rua. Pra Deus. Voltamos para a Siloé as 2 da manhã, com vontade de passar a noite inteira orando nas ruas, mas gastamos essa energia limpando a Siloé. Fui pra casa de uma outra amiga, dormi lá. Acordei as 7 horas de domingo e fui para a Siloé novamente. A pregação do Pastor Evaldo me deixou pensativa. Depois, tomamos café com o pessoal forte, que acordou cedo pra vir pro culto. Fomos para a Escola da Siloé, e lá, 3 pessoas se batizaram. Glória a Deus por isso. Fui pra casa de carona com meu avô. Cheguei e recebi caixa e barra de chocolate. Mas e dai, eu tinha Coisa melhor. Fui pro computador me atualizar. Tomei um banho e fui novamente para a Siloé. Cheguei e fui comprimentar todo mundo. Estava feliz e não sabia por que. Sentamos e começou o culto. Música da cruz rolou, jovens deram seu testemunho de como tinha sido um mês carregando uma cruz de maderia pra falar de Jesus pras pessoas. Depois rolou a música " Eu sou livre " e é claro que não deu pra ficar parado. Nós, jovens, saimos dos nossos lugares e fomos dançar nos corredores. Fui dormir na casa da minha prima. Acordei, almoçei, e fui pro ponto de ônibus para ir pra casa. Olhei para o lado e se aproximou um senhor, de baixa estatura, gordinho, cabelo quase branco e sentou-se ao meu lado. Puxou assunto perguntando se eu morava ali. Eu disse que não, e que só dormi ali por que fui na igreja no domingo. Ele me olhou sério. É obvio que eu aproveitei a situação. Ele me perguntou de qual igreja eu era. Eu por minha vez, respondi que era da Comunidade Siloé. Ele olhou e abriu um sorriso, me pareceu que conhecia a minha igreja. Depois, começou a contar da igreja dele. Disse que era de uma na qual não vou citar o nome. Eu disse que já tinho escutado falar. Ele começou a falar da igreja dele, e a falar mal de outras. Eu fiquei meio constrangida e falei da cruz. Mudei de assunto. Perguntei se ele já tinha visto algumas pessoas andando pela rua com uma cruz. Ele disse que não, mas que viu uma reportagem no jornal e continuou a falar mal de uma certa igreja. Eu me manti na única frase " A crença é deles, e lá em cima, eles vão se acertar com Deus. " O ônibus chegou, eu entrei, passei a catraca e me sentei e começei a cantar. Eu consegui. Falei de Jesus nem que seja por um instante na conversa com aquele senhor. Eu me senti uma cruz ambulante e a partir dali tudo parecia lindo pra mim. O sol. A janela do ônibus. As pessoas. A vida. Escutei por um momento um moço a minha frente conversando com outro cara que as pessoas meio que rejeitavam ele por ele ser de uma tal igreja. Só em ouvir "igreja" me senti feliz demais. Depois, no outro ônibus, me senti feliz novamente por que escutei uma senhora convidando outra mulher pra ir pra uma igreja. Queria levantar e falar de Jesus, mas ainda não cheguei a esse ponto. E vou chegar, um dia. Continuando. Cheguei no terminal próximo a minha casa, e sentei no banco pra esperar o outro ônibus. Tirei da minha bolsa minha biblía e começei a ler. A mulher que sentava ao meu lado me olhou estranho. O ônibus chegou e várias pessoas que já me viram com a cruz, me viram agora, sem a cruz. Cheguei em casa, fiquei um pouco no computador e foi ai que comi chocolate. Fui dormir um pouco na cama da minha mãe. Acordei e fui pro meu quarto e vi uma cruz. Sentei na minha cama, e peguei essa minha companheira. Vocês iam rir se vissem. Eu começei a fazer carinho nela. Olhar. Ver as marcas daquelas duas simples madeiras que juntas formam o lugar onde Jesus entregou sua vida por mim e que em um mês aumentaram minha fé nEle. Abraçei. Sim, eu abraçei minha cruz. E foi estranho demais. As partes da madeira não me incomodaram. Eles se dobraram e me abraçaram. Sim, Jesus estava ali. Eu senti. Jesus me abraçando por meio de uma cruz, uma simples cruz de madeira. E foi tão bom. Muito bom. Minha vontade era ficar ali por horas, e aquelas madeiras não estavam me machucando, e sim, me confortando, me dando carinho. Eu estou louca. Foi o que eu pensei. Mas ai essa frase se completou em " Eu estou louca. Louca, apaixonada, pirada por Jesus ".

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